quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Educação com afeto

Estamos em período de férias escolares, momento de termos nosso merecido descanso, mas também de rever metas e objetivos para o próximo ano letivo e mais ainda, nos reavaliar enquanto educadores.
Pensemos em nossas aulas, avaliações, dia a dia com nossos alunos...fomos como deveríamos ser? Nos dedicamos e nos doamos a cada aluno? Fomos para nossos alunos como a nossa melhor professora foi para nós ou nos colocamos como aquele professor carrasco, que com certeza, todos nós tivemos?
Temos em nossas mãos o futuro de nossos alunos, e, muitas vezes não compreendemos a importância disso. Nós devemos ser exemplos, pessoas admiradas, onde nossos alunos podem se espelhar e confiar. O segredo para termos nossa turma em nossas mãos está no AFETO. Indico a quem ainda não viu, um filme bem reflexivo, chamado  Escritores de Liberdade, ele fala de uma turma desestimulada e desacreditada por todos na escola, nenhum professor queria estar naquela turma, até o dia em que uma professora se encontrou nela e aceitou o desafio. Muitos foram os percalços, muitas rejeições, até que eles não resistiram a dedicação da professora e o que era uma turma com alunos problema, passou a ser uma turma de amigos, baseado em uma história real! Se aconteceu com ela, por que não pode acontecer com cada um de nós? Temos o dever de educar com amor, nossa tarefa não é simples, mas quando dedicamos nossos dias a eles, tudo fica mais calmo e tranquilo. A educação com afeto é a maneira mais prática dos alunos aprenderem os conteúdos e se sentirem valorizados. Quando se aprende com afeto, nosso cerebro se enche de serotonina, que é o hormônio do prazer e eles passam a querer mais e se interessar mais pelos conteúdos, consequentemente, aprendem mais. Fazendo assim, estamos estimulando nossos alunos a serem pesquisadores, eles vão ficar tão interessados no conteúdo dado por você, que eles buscarão cada vez mais, farão pesquisas e trarão para a sala de aula como curiosidade. Aproveitem e usem isto sempre a favor de vocês, a favor de suas aulas. O aluno aprende mais efetivamente quando ensina, quando passa o que aprendeu ao outro. Use esta novidade em suas aulas, traga o momento de discussão sobre o assunto e os alunos terão prazer de passar aos outros o que entenderam e, com isso, nunca mais esquecerão, serão guardados nas memórias de longo prazo e não descartadas como os conteúdos decorados. E aí então, você verá que vale a pena educar com afeto!


sábado, 8 de dezembro de 2018

Filhos tem manual de instruções?

Estamos vivendo na época digital, muitas informações ao mesmo tempo e também muitas distrações com redes sociais que acabam nos dando pouco tempo para fazer tudo. Por conta disso, chegamos em casa estressados pois não conseguimos terminar nossas metas diárias. E, consequentemente descontamos em quem? Neles mesmos, em nossos filhos... Que por sua vez estão cheios de vontade de estar com a gente, com um turbilhão de conversas e brincadeiras. E é nesta hora que somos duros com quem menos merece, com aquele que mais precisa ser ouvido durante o nosso dia. Sabemos que muitas vezes estamos saturados por nosso dia corrido, mas não devemos, nunca, de maneira alguma despejar neles nossas frustrações. Temos que saber gerenciar nossos sentimentos e entender que somos nós que temos que conduzir as conversas e carinhos a nossos filhos. Não devemos deixar que os tablets e televisões roubem nosso espaço, nosso dever é dar-lhes atenção, carinho e amor. Infelizmente alguns pais são duros e lançam palavras por vezes cruéis para aqueles pequenos que não entendem porque estão sendo tratados assim, mas, infelizmente, eles acabam por se acostumar com esta indiferença e, assim como a um espelho, eles irão refletir estas atitudes e palavras cruéis. Eles estão começando a vida e as palavras que proferimos a eles só devem ser de carinho, nunca para causar mágoa ou dor, pois estas palavras eles levarão por toda a vida, sejam palavras positivas ou negativas. Nunca devemos nos esquecer que filhos são como espelhos, eles refletem o que eles vivem.
Mostre seu lado amoroso a seu filho, esqueça redes sociais e vá buscar um jogo para juntos brincarem, pegue um livro para ler na hora de dormir, dê sustos e cosquinhas... A vida pode ser muito melhor, se você mudar e passar a fazer a diferença na vida de seu filho.
Gritos não educam, você pode discipliná-lo na conversa, dizer NÃO é educar, é demonstrar que ama, uma boa conversa sempre é a melhor solução! Mostre que você é o adulto, responsável por ele, mas mostre o porque dizer NÃO naquele momento, converse e exponha pra ele o porque e nunca diga o famoso " porque sim!", nossos filhos podem e devem ser questionadores, eles tem que saber o porque de tudo, inclusive o porque do Não! E mais tarde, quando eles forem os pais, eles também saberão disciplinar com amor, assim como você o fez!
Nunca filhos terão um manual de instruções, não podemos seguir esta ou aquela cartilha para educar, educar não está em ler livros de psicologia ensinando como fazê-lo... Filhos são únicos, cada um é do seu jeito, cada um deve ser educado de uma maneira diferente. Não pense que tendo 5 filhos você deve educá-los da mesma maneira, você não tem clones, são 5 organismos diferentes, com opiniões, personalidades e convicções diferentes, entenda de seu filho para educá-lo, sem conhecer você não conseguirá... Aí está o X da questão: Você conhece seu filho??


sábado, 17 de novembro de 2018

Filhos descontentes

Percebemos durante o dia a dia escolar, crianças com dificuldades de socialização e entrosamento com amigos, dificuldades em aceitar opiniões contrárias e muita dificuldade em entender e seguir regras.
Muito me preocupo, enquanto educadora, onde essa geração irá chegar, mas infelizmente, nós pais, somos os responsáveis por esta geração descontente. Crianças e adolescentes criados ganhando presentes em todo  o tempo, sem que seja aniversário, ou por merecimento, com todas as suas necessidades e vontades satisfeitas, que nunca ouvem a palavra NÃO. Muitas vezes os pais sentem-se culpados por ter que passar parte do tempo trabalhando, sem participar da vida dos filhos e por conta disso, dão tudo o que podem aos filhos, mas esquecem de dar o que eles mais necessitam: a atenção.
Crianças precisam de nossa atenção, mesmo que seja durante pouco tempo, mas precisam ser ouvidos, receber orientações e muitas vezes ouvir o tão temido NÃO.
Quando eles tem a todo o tempo tudo o que querem, aprendem a não dar valor as coisas, tem dificuldades em dividir, não sabem se colocar no lugar do outro, com isso, passam a não se socializar, não conseguem resolver seus conflitos diários, pois acham que tudo deve ser como eles querem, e acabam se isolando. Não aprendendo a conviver. Temos que conhecer nossos filhos e perceber quando este isolamento está acontecendo e intervir para ensiná-los a gerenciar seus sentimentos. Temos que mostrá-los que eles podem se frustrar, ficar tristes e com isso aprender a resolver seus sentimentos e emoções, sem que seja necessário que os pais resolvam por eles. Eles tem que aprender a resolver, aprender a viver. Nossa obrigação enquanto pais, não é criá-los em redomas de vidro, mas sim ensiná-los a passar por conflitos, a andar por suas próprias pernas, a aprender a ouvir o NÃO e a conviver e a crescer com ele, com a certeza de que o NÃO educa, o NÃO fortalece.
Não se preocupem em serem chamados de pais maus, achando que seu filho irá deixar de amá-los ou ficar contra vocês. Um dia ele lhe agradecerá e repassará aos filhos dele os valores que você lhe ensinou, os NÃOS tão necessários para o crescimento do ser humano.


domingo, 23 de setembro de 2018

Criando memórias afetivas

Hoje vamos falar de momentos e memórias afetivas

Crianças precisam de limites e atenção, todos sabemos disso. Como anda sua atenção para seu filho(a)? Você tem disponibilizado seu tempo com ele?
Educar não é uma tarefa fácil, precisamos para isso de atenção e tempo. Muitas vezes estamos trocando nossa atenção por brinquedos, roupas, presentes caros, mas os presentes irão compensar nossa falta? Com certeza não! Pelo contrario, cria uma criança que não vai dar valor as coisas. Por conta disso, estamos criando uma geração que não aceita o não, que não tem limites e não sabe se frustrar. O não e a frustração é importante, pois irá fazê-los pensar e tomar decisões, não devemos escolher por eles.
As vezes, em nossa correria diária, é mais fácil dar o celular para que a criança jogue e fique bem quietinho para que terminemos o que estamos fazendo e não nos atrapalhem. Infelizmente, essa é uma realidade de muitos pais e filhos. Não estamos disponibilizando tempo com eles, pois achamos que não adianta darmos 5 minutos de atenção e nos cobramos em tempo. Mas aí está o engano, o problema não é a quantidade de tempo que você está com ele e sim a qualidade! Use o tempo que você tem e crie momentos de prazer que serão lembrados para sempre...
Muitas vezes as crianças tem apresentado dificuldades na escola, de socialização e até mesmo de assimilação de conteúdos  e quando investigamos, vemos que tem fundo emocional, mas com carinho e atenção esses problemas são resolvidos...  As crianças se maravilham com pequenas coisas, eles querem um colinho e um carinho, eles gostam de ouvir nossa voz, ver que estamos atentos a eles, que estamos respondendo suas perguntas. Questione, queira saber mais da vida de seu filho, o que fez na escola, quais os amigos que eles mais gosta, qual a brincadeira favorita... Conte uma história pra dormir, dê um beijo de boa noite... Atitudes simples, que não vão requerer de muito tempo, mas que farão seu filho lembrar pra sempre de momentos como estes. E então, vamos começar a mudar nossa história e começar a criar memórias afetivas?

sábado, 15 de setembro de 2018

A importância do afeto na prevenção do suicídio - Setembro Amarelo

Estamos no mês de setembro, mês das flores, onde inicia-se a Primavera, mas nem tudo são flores quando se fala de depressão. Temos que falar e muito mais, temos que ouvir e saber ouvir, estarmos atento aos sinais que amigos ou parentes estejam nos dando com relação a depressão. 

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização de prevenção ao suicídio e acontece no Brasil durante o mês de setembro desde o ano de 2015, como forma de mobilizar entidades e órgãos públicos na prevenção do suicídio. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a sétima causa de morte de crianças entre 10 e 14 anos de idade. A OMS também afirma que o suicídio tem prevenção em 90% dos casos. Vimos estes números alarmantes com relação às crianças através de jogos como o Baleia Azul.


No Brasil, o suicídio é considerado um problema de saúde pública, de acordo com números oficiais, 32 brasileiros se matam por dia em média.

E como prevenir?


Falar sobre o tema de maneira responsável e solidária é uma forma de promover ajuda a quem precisa e de difundir conhecimentos sobre pensamentos suicidas, suicídio em si e condições psicológicas.

 A pessoa quando está passando por momentos de dificuldades, por vezes pode não querer se abrir com o outro, começa a se afastar, não demonstra alegria por nada, não quer ir a festas, nem estar com grupos. 

Temos que perceber que estas pessoas precisam de ajuda médica, psicológica e principalmente, do amor e acolhimento da família e dos amigos. 
 
Nosso cérebro ele tem um mecanismo de defesa contra a dor, temos neurônios motores que involuntariamente afastam o corpo do que causa a dor. Quando nos queimamos no fogo, por exemplo, automaticamente puxamos a parte do corpo que está sendo queimada. É nosso mecanismo de defesa. Já parou para pensar o quanto esta pessoa está transtornada, ferida e com sua saúde mental totalmente debilitada quando se corta querendo acabar com a própria vida? Não, eles não estão querendo chamar a atenção, eles estão perdidos, sozinhos e querendo, não acabar com a própria vida, mas dar fim a todo aquele sofrimento, a todo aquele problema. Eles ficam transtornados a tal ponto de não pensar mais na vida deles, e sim, de acabar com aquilo que está causando aquele mal. E a única maneira deles conseguirem isso é dando fim à própria vida.

E o que a Sociedade está fazendo para que isto não aconteça? O que podemos fazer para ajudar?

* Procure pessoas que você já não vê há tempos, mande uma mensagem, uma palavra motivadora;
* Fique atentos aos sinais de afastamento ou descontentamento e insatisfação com rotinas diárias
* Demonstre interesse pelo que a pessoa está passando
* Ouça o que ele(a) tem a falar, não o interrompa ou mude o assunto
* Não é frescura ou bobeira
* Incentive-o a buscar ajuda profissional
* Mostre-se sempre disponível para ouvir.

Um bom papo, onde a pessoa estará sendo ouvida, se sentindo acolhida e sem julgamentos ou críticas será um precioso passo para superar este momento. 



quarta-feira, 18 de julho de 2018

E você, professor, como quer ser lembrado?

Fazendo uma reflexão, embaixo de uma árvore, com os olhos fechados, só ouvindo o som do vento e dos pássaros a meu redor, penso e relembro de meus tempos de escola, onde, também embaixo de uma laranjeira brincava e caçava joaninhas na hora do recreio. E me lembro como eram tempos bons, as aulas eram ótimas e os professores afetuosos. E então, vi ali, o quanto a escola me fez bem, o quanto ela fez parte de minha história e hoje, tenho boas coisas para contar. Talvez por esta escola, eu tenha criado o sonho de ser professora, talvez esta escola tenha ficado em minha memória e sem perceber, quis trazer para minha história, também uma escola, uma escola onde os professores sejam afetuosos e tenha uma árvore... Um espaço verde, onde meus alunos possam também caçar joaninhas... e borboletas, formigas e tudo o mais que sua imaginação deixar caçar, caçadores de histórias, de aventuras, de amizades e de emoções... Amo tudo o que a vida me trouxe e desejo poder ser lembrada pra sempre como alguém que fez a diferença na vida dos meus alunos e de suas famílias. Assim como me lembro de meus professores, que fizeram e ainda hoje fazem parte da minha vida! Quero ser lembrada como aquele beijo estalado e aquele abraço apertado, que naquele dia, meu aluno precisava. Não quero deixar de legado letras e números e sim memórias afetivas, pois estas sim, nunca mais serão esquecidas. 
Professores, usem  este período de férias para o descanso da mente, mas usem também para refletirem sobre sua prática diária. Perguntem-se: -Estou sendo para meu aluno o que aquele professor há tempos atrás foi pra mim? Estou encantando meus alunos com meu discurso e minhas aulas? Ou tenho sido duro e áspero com as palavras? 
Pensem, repensem e avaliem-se, nossa praxis deve ser de questionamento sempre das nossas ações para com o outro. Nosso trabalho é encantar e formar vidas, não deixem que nenhuma se perca pelo caminho. Não desista! Nós formamos e moldamos pessoas. Cabe a nós fazermos um excelente trabalho... Algumas dicas para encantar seus alunos:
* Se aproxime de seu aluno;
* Pare e escute o que ele tem a dizer; 
* O afeto é fundamental para o desenvolvimento do educando, dê carinho, deixe que ele sinta seu toque;
* Não grite;
* Saiba ter autoridade sem ser autoritário;
* Nunca afronte seu aluno, nem discuta com ele - lembre-se, ele é a criança, ensine-o a administrar seus sentimentos como raiva, angústia ou frustração;
* Converse e debata assuntos considerados sem importância, como uma cena da novela ou de um filme - com isso você aprenderá muito sobre seu aluno;
* A afetividade e a emoção sendo bem administradas são aliadas ao desenvolvimento pleno do nosso aluno.

Use essas dicas a seu favor e veja o quanto sua turma irá mudar e consequentemente o rendimento dela também...





quarta-feira, 13 de junho de 2018

A maneira correta de estimular seu bebê

Esta semana visitando um grupo de Professores da Educação Infantil pelo Facebook me deparei com um vídeo onde um pai está segurando um bebê e este bebê - conforme o pai vai escrevendo no quadro, vai falando  todos os numerais até 20 e o alfabeto inteiro. E o título do vídeo: Meu neto, um ano seis meses, um gênio. Vou descrever um pouco do que vi: um bebê, que declamava os numerais e letras do alfabeto da mesma maneira com que passaram para ele, na sequência e com o mesmo tom de voz e ritmo com que - provavelmente - o adulto lhe ensinou. Não sei se, caso apontássemos alternados as letras e numerais, se este bebê saberia responder. Mas voltemos ao que estava no vídeo, que, pra mim, já é um absurdo, os comentário de vários professores do grupo - sim, era um grupo de professores e sinceramente fiquei bem perplexa com os comentários.. . Dizendo que o menino é super dotado... dando parabéns aos pais... que estímulo é tudo... que criança estimulada desde cedo se tornam ótimos estudantes... 
Então vamos lá... Cuidado professores com o que estão entendendo como certo e importante. Temos tempo para tudo... crianças nesta idade precisam ser estimuladas sim, com sons, brinquedos, jogos, linguagem.. . Não fazê-los decorar letras e números.. . Isso ai, dependendo de quão estimulado seja na primeira infância, ele aprenderá lá na frente, na escola! Nesta idade temos que cantar, correr, pular, ensiná-los a guardar os brinquedos, a dividir, dizer não, corrigir suas birras e não estar preocupados com leitura. Dêem-lhes a leitura de mundo, deixe que experimentem andar descalço, cair e ralar joelhos. Por isso hj as crianças não sabem tomar decisões. Infelizmente algumas escolas e alguns pais - ao invés de trabalharem as funções executivas das crianças, pois isso sim, é primordial para todas as crianças, estão querendo colocar 'o carro na frente dos bois' , criança nesta idade tem que desenvolver linguagem, equilíbrio, coordenação ampla e fina , movimento de pinça... isso que deve ser estimulado neles, pois esta criança - a não ser que seja super dotado - não tem entendimento nenhum do que está pronunciando... o cérebro de uma criança de 1 ano e meio não esta aberto à consciência fonológica... não está maduro pra isso... e sem a consciência fonológica não há alfabetização. Por isso não se iludam, esta criança não sabe ler. E acreditem, tudo tem seu tempo! Não perca tempo ensinado letras e números.. . Estimule-os com músicas, jogos de montar, de encaixar.. . Criança tem que brincar, na brincadeira ele se desenvolve. Aí sim estaremos estimulando o cognitivo das crianças e elas serão adultos brilhantes... terão as funções executivas desenvolvidas e saberão distinguir o certo do errado, saberão tomar decisões, terão empatia com o próximo e saberão que se perderem eles podem tentar novamente, sem que isso seja um peso.. . Competição a todo custo não é legal... preserve seu filho, e deixe que a Verdadeira Escola faça seu papel... e como eu sempre digo: a Educação Infantil é a parte mais importante da escolarização. Pensem nisso... 

Emoção e afetividade no trabalho docente - Desenvolvendo a inteligência Emocional


       Antes de começarmos a falar de afetividade e emoção, vamos falar um pouco sobre um elemento primordial para introduzirmos emoção e afetividade em nossas aulas:  
A Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional é a capacidade de identificar, usar, entender e gerenciar as emoções de maneira positiva para aliviar o estresse, comunicar de forma eficaz, ser empático com os outros, superar desafios e resolver os conflitos.
A inteligência emocional impacta muitos aspectos diferentes da sua vida diária, tais como a forma como você se comporta e a forma como você interage com os outros.
Ela pode ter um papel crítico para determinar nossa felicidade e sucesso. O modo como interagimos com nossas emoções e as regulamos tem repercussões em quase todos os aspectos de nossa vida. "Quem tem inteligência emocional geralmente é confiante, sabe trabalhar na direção de suas metas, é adaptável e flexível. Você se recupera rapidamente do estresse e é resistente", disse o psicólogo Daniel Goleman.

Daniel Goleman define a Inteligência Emocional como a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.”. Para Goleman, a Inteligência Emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, o especialista aponta que a maioria das situações de trabalho e da vida são envolvidas por relacionamentos entre as pessoas. A Inteligência Emocional pode ser desenvolvida, treinada e aprimorada com a construção de novos hábitos, novas formas de pensar e se comportar. 
       Sabendo gerenciar suas emoções, o professor conseguirá atender às necessidades de cada aluno, entendendo-o, conhecendo-o e adequando sua aula às necessidades pedagógicas de seus alunos, sem que isso seja um transtorno para ele.

E como é o processo de aprendizado em nós?


     
     O aprendizado se dá em três etapas importantes: entender, aprender e fixar, nesta ordem. Primeiro entender, para depois aprender e então fixar. O aluno entende na sala de aula, e aprende estudando, em trabalhos. A fixação necessariamente ocorre quando dormimos. O período de sono é extremamente importante para ter consolidação de memória e deve ser sempre pensado. Se o aluno dorme pouco é prejudicial para ele, pois o cérebro trabalha menos para fixar. O sono reparador organiza bagunça do dia e consolida o que é importante no cérebro.
Por isso é importante ter estratégias para manter atenção do aluno durante a aula. A estrutura tradicional que temos tem culpa nisso. As salas de aula dispostas da maneira como há 50 anos atrás , técnicas de aprendizagem com decoreba e cópias e mais cópias não devem mais existir em uma sala de aula moderna. A aula é um elemento muito importante para entendimento do aluno esta deve ser aplicada com clareza e criatividade, para que assim, os alunos sintam emoção ao aprender e aí sim, este aprendizado terá significância na vida do aluno. 

Como a emoção ajuda no aprendizado?



     É uma ferramenta de aprendizado. A emoção positiva causa uma marca e promove aprendizado imediato. O foco deve ser que ele sinta prazer, que gere ativações no cérebro. Se ele se diverte, ele grava.


    Por isso a importância de aulas dinâmicas, lúdicas, com fixação através de jogos, brincadeiras que estimulem o raciocínio dos alunos. Através do  diálogo constante iremos conhecer nossos alunos e modificando o estilo pedagógico tradicional daremos aulas inesquecíveis e estaremos pra sempre marcados como professores fascinantes...
 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

O poder do Eu te Amo...

São três palavras simples e pequenas, mas que juntas formam uma grande e forte frase...Eu te Amo!
Estamos, em nosso tempo com nossos filhos, tendo a oportunidade de falar-lhes: eu te amo? Estamos dando prioridade a isso?
Somos de uma geração em que pouco - ou nunca - ouvimos de nossos pais e avós, o tão desejado eu te amo. Crescemos e vivemos sem ouvir eu te amo de nossa família, mas então, começamos a namorar e facilmente saíam as palavras de nossa boca e enchiam nossos corações. Casamos e constituímos a nossa família, e agora somos nós quem decidimos quando falar a famosa frase. Temos que perceber a importância destas três palavrinhas, para nossos filhos e nossa família. Geralmente temos um bloqueio para dizer para nossos filhos, pois não fomos habituados a isso, nós não falávamos, nem ouvíamos de nossos pais. Cabe a nós, agora, quebrar este bloqueio, e passar a habitualmente dizer a nossos filhos que os amamos e vamos percebendo que eles precisam ouvir, que a partir do momento em que criarmos esta rotina, vamos sentir nossos filhos mais próximos de nós e de outros membros de sua família, que podem se assustar ao ouvir o primeiro Te amo de seu filho, mas passarão a perceber o quanto a frase lhe fez bem ao ouvir. Temos que criar este habito em nosso dia a dia, em nossa família e com aqueles que nos cercam. Muitos estão precisando saber que são amados, se não falarmos, como saberão?
Sentimentos são para serem demonstrados e aprendendo a gerenciar nossas emoções saberemos viver plenamente, consciente de todos os problemas que temos que encarar na estrada da vida, mas sempre com uma poderosa arma na guerra da indiferença humana: Eu te amo! Eu te amo liberta, abre portas, quebra correntes... E você, já disse Eu te amo hoje?...

quarta-feira, 11 de abril de 2018

A infância e a era digital

A era digital está aí e não temos como negar. Não conseguimos mais, hoje em dia, viver sem a internet, emails ou redes sociais não é verdade? Mas até que ponto estamos sendo omissos com relação à quantidade de horas que nossos filhos passam navegando pela internet? Tenho me deparado com crianças de 2 anos que sabem manusear como ninguém um smartphone, minha filha mesmo, tem 4 anos de idade e sabe desbloquear meu celular e do meu marido sem errar nem se confundir. Há muito entusiasmo com relação as novas tecnologias, todos acham que as escolas também devem abolir livros e cadernos e usar somente tablets, afinal, a internet beneficia em muito a vida adulta, não seria bom eles aprenderem desde cedo a se utilizar dela?  Mas será que tanta tecnologia faz bem a nossos pequenos? Em que estamos transformando nossas crianças? Super crianças ou Mini robôs, que sabem muito bem entrar no youtube, em site de jogos, mas quando os colocamos a frente de um desafio não conseguem escolher a melhor decisão a tomar. As crianças usam o celular, mas não sabem amarrar os sapatos, não conseguem comer sozinhas. Muitos não deixam o celular nem na hora das refeições. Triste, mas é uma realidade de muitas famílias.
Além de que, pais e educadores devem estar atentos ao uso excessivo das tecnologias e da TV e o impacto que eles vem trazendo com eles para o desenvolvimento cognitivo, físico e psicológico das crianças.
Segundo as pesquisas, a exposição excessiva à TV, monitores e smartphones está associada ao desenvolvimento de problemas como obesidade, distúrbios do sono, problemas de comportamento agressivo, compulsivo e hiperatividade. O que nos causa ainda mais preocupação é o prejuízo com relação ao imaginário das crianças, pois prejudica o pensamento criativo, sua concentração e o interesse pelo mundo real.
A grande maioria dos pais, viveram em uma época onde eram priorizadas as brincadeiras com amigos, na rua, brincadeiras estas que aprendíamos a tomar decisões, a pensar antes de agir. Mas infelizmente, os jogos de hoje em dia são virtuais, não prezam a união, a cooperação. As crianças podem tomar qualquer decisão, que na próxima vida ele muda o caminho. Não fomentam o poder de decisão e muito menos a imaginação das crianças. Muitos nunca brincaram de amarelinha, escravos de jó ou atirei o pau no gato, brincadeiras simples, mas que nos faziam ter noção de ritmo, melodia, sequência, coordenação e atenção.
Não permita que seu filho(a) perca a essência da infância, leve-os ao parquinho da praça, deixe-o andar descalço, pule, cante, dance, brinque. 
Posicione-se e faça a diferença na vida de seus filhos, ensinando-os, levando-os a pensar e a buscar respostas e não dá-las prontas... O poder de decisão, está agora em suas mãos, use-o nesta vida, afinal, nós , meros expectadores da vida real, só temos esta . E temos que aproveitar o que a vida tem de melhor.  Curta e invista o seu tempo em seu filho.😉